APRESENTAÇÃO

A Revista UFSC Ciência chega ao segundo número ratificando um compromisso da Agência de Comunicação: informação científica é um direito do povo e um dever do jornalista e do cientista/pesquisador, até como forma de prestar contas do dinheiro investido em ciência e pesquisa.

Nas oito reportagens que compõem esta edição, reforça-se a consciência de que socializar os conhecimentos é um dever, um compromisso social e político com a divulgação e a valorização da universidade pública, especialmente uma instituição como a UFSC, que equilibra igualmente o ensino, a pesquisa e a extensão.

Equilíbrio que começa com o perfil de Antônio Carlos Wolkmer, uma vida dedicada à pesquisa e à docência; o trabalho com a Biblioterapia, a terapia por meio dos livros, da leitura e da contação de histórias; os impactos do resfriamento e do aquecimento do planeta; o futuro acessível com a capacitação e o desenvolvimento em energia solar, projeto referencial no Brasil; uma jornada em nome da ciência que uniu duas professoras numa parceria de mais de 20 anos; um livro que aborda as doenças transmissíveis como malária, leishmaniose e doença de Chagas; e um projeto que deu certo no Colégio de Aplicação da UFSC e hoje se espalha pelas escolas de Florianópolis.

Mas como traduzir a linguagem científica de uma forma que, ao mesmo tempo, o leigo entenda e a qualidade da informação transmitida não seja prejudicada? A resposta é um pouco óbvia, mas exige um trabalho de cooperação intensa entre os jornalistas e os pesquisadores.

Os primeiros têm o dever de aprimorar os seus conhecimentos, atualizando-se permanentemente. Já os últimos têm de se esforçar no sentido de facilitar o trabalho do jornalista, evitando a linguagem tecnicista e acadêmica.

A relação entre cientistas e jornalistas deve ser extremamente profissional, prevalecendo sempre o respeito mútuo. O jornalista tem a missão de divulgar a ciência, mas não pode fazer propaganda do que desconhece ou se nega a conhecer, correndo o risco de enganar o leitor. É fundamental, portanto, que os dois lados afastem vaidades e interesses pessoais em nome da informação precisa e útil à sociedade.

Para a equipe da Agecom, o jornalismo científico e a divulgação científica podem ajudar a transformar o Brasil, tornando-o mais justo, menos desigual e menos dependente. São ações que ajudam a consolidar a missão da UFSC, onde a comunicação pública assume um papel importante para a construção da cidadania.